A carcaça de uma baleia da espécie jubarte foi encontrada numa área de mata da praia do Araruna, no município de Soure, no Pará, no Brasil, noticia a imprensa brasileira, e a sua localização intrigou a população, mas não os cientistas.

Segundo Dirlene Silva, secretária do Meio Ambiente de Soure, em declarações ao UOL, o animal foi localizado a cerca de quatro metros da costa, na sexta-feira, depois de ter sido avistada por um pescador na quinta-feira à noite.

"A baleia parou na praia e foi levada pela maré para dentro na mata. Um pescador disse que avistou a baleia na praia na quinta-feira à noite, mas não conseguimos ir até o local por causa da maré alta. Tivemos que esperar até sexta à tarde para conseguir chegar lá. Estamos num período de muita chuva com as marés influenciadas pela lua cheia", acrescentou a secretária.

Uma equipa de cientistas do instituto Bicho D'Água esteve no local na segunda-feira para coletar amostras da carcaça do animal para perceber quais as causas da morte.

De acordo com os cientistas, trata-se de uma cria de baleia, macho, com 8,4 metros de comprimento e que pode ter morrido por causa das correntes fortes que se têm feito sentir nos últimos dias.

"Uma das hipóteses é que foi a primeira vez que o filhote iria migrar sozinho, mas não conseguiu. Deve ter entrado numa corrente forte, já que tivemos dois dias de 'super-maré', e pode ter sido carregado e não conseguiu voltar", afirmou a oceanógrafa do instituto Maura de Souza, ao jornal.

Os cientistas estão agora a retirar a pele e a carne da baleia e pedem aos moradores que se mantenham longe da carcaça e que não removam partes do local, uma vez que o objetivo é que o esqueleto da baleia fique no museu da cidade.

"Estamos a começar uma campanha na cidade para consciencializar e pedir às pessoas não peguem os ossos da baleia para que a possamos manter como património público no nosso museu de Soure", referiu Maura de Souza.