Em alguns casos, a perda de olfato causada pela infeção pelo novo coronavírus "pode ser permanente", indica um estudo realizado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Os investigadores analisaram a presença do sintoma em doentes durante dois meses.

A investigação foi conduzida pelo departamento de rinologia da instituição que avaliou um grupo de doentes que apresentou hiposmia (baixa sensibilidade olfativa) ou anosmia (diminuição da perda absoluta do olfato) como sintoma inicial da Covid-19.

De acordo com a CNN Brasil, depois de um período de cerca de dois meses, 143 doentes foram reavaliados e, destes, a perda da capacidade olfativa manteve-se em cinco por cento dos casos.

A equipa destaca que o tratamento precoce desta condição “aumenta as hipóteses de recuperação completa dos sentidos”, escreve o jornal.

Já os outros 95 por cento dos doentes registaram uma recuperação total ou parcial dos sentidos.

O estudo, que englobou uma análise a 655 pessoas, encontra-se agora em processo de revisão por uma revista científica.

Lara Ferin