A família de Gabby Petito apelou esta terça-feira ao público e aos meios de comunicação social que dediquem a mesma energia que tiveram na procura da jovem a outros casos de pessoas desaparecidas. O corpo norte-americana de 22 anos foi encontrado no dia 18 de setembro, numa floresta do estado norte-americano do Wyoming. Dois dias depois confirmou-se que pertencia à jovem.

Os pais da jovem falaram numa conferência de imprensa em Bohemia, Nova Iorque, na qual aproveitaram para mostrar tatuagens feitas recentemente em homenagem à filha. Ao mesmo tempo, as autoridades da Florida continuam à procura de Brian Laundrie, namorado de Gabby Petito e principal suspeito do crime.

Quero pedir a todos que ajudem todas as pessoas desaparecidas e que precisam de ajuda. Depende de todos vós, todos os que estão nesta sala", disse Joseph Petito, acrescentando diretamente para as câmaras que "não é só a Gabby que merece isto".

O advogado da família da jovem renovou os pedidos para o rapaz se entregar às autoridades e criticou os seus pais pelo que diz ser falta de colaboração durante as buscas pela jovem. Ainda esta segunda-feira, a família Laundrie garantiu que não ajudou o filho a fugir.

Os Laundrie não nos ajudaram a procurar a Gabby, certamente que não nos vão ajudar a procurar o Brian", afirmou Richard Stafford.

Vista pela última vez ainda em agosto, Gabby Petito acabou por se tornar numa figura reconhecida internacionalmente. Isso mesmo leva várias comunidades a falarem num "síndrome de mulher branca desaparecida", alertando para o facto de mulheres de cor ou indígenas desaparecerem com frequência.

A jovem de 22 anos foi vista pela última vez no dia 24 de agosto quando estava a sair de um hotel em Salt Lake City. Ela falava regularmente ao telefone com os pais mas a partir de determinada altura passou a fazê-lo por mensagens. Os pais questionam agora se essas últimas mensagens terão sido realmente escritas pela filha. A última vez que Gabby entrou em contacto com os pais foi no final de agosto, quando o casal estava na área do Parque Nacional de Grand Teton, tendo sido aí que se iniciou a busca.

No passado dia 1 de setembro, Laundrie regressou a North Port com a carrinha de Gabby - uma van Ford Transit de 2012 - mas sem a namorada. 

No passado dia 11, a família de Gabrielle participou o seu desaparecimento às autoridades. Na terça-feira, a polícia foi a casa de Laundrie para tentar obter informações mas ele recusou-se a falar com a polícia e, pouco depois, saiu de casa com uma mochila, dizendo aos pais que ia passar uns dias na reserva natural. 

Brian Laundrie foi declarado "pessoa de interesse" no caso, mas não foi ainda acusado de nenhum crime. O advogado da família de Laundrie, Steven Bertolino, disse na sexta-feira que o seu paradeiro "é atualmente desconhecido".

António Guimarães