Mais de 1,400 golfinhos foram mortos, em apenas um dia, nas Ilhas Faroé, território dinamarquês situado no Atlântico Norte. Os animais terão sido mortos, no passado domingo, durante um evento tradicional de caça chamado “Grind” ou Grindadraps, que se repete há centenas de anos, todos os verões. 

Todos os anos, caçadores matam, principalmente, baleias e golfinhos utilizando arpões, lanças e facas, numa tradição que consiste em encurralar em águas de pouca profundidade, com recursos a pequenas embarcações. A violência da caçada até mudou a cor do mar. 

As imagens podem chocar as pessoas mais sensíveis.

De acordo com o Governo das Ilhas Faroé, todos os anos são capturados cerca de 600 golfinhos e baleias. Um número que foi largamente ultrapassado, este fim de semana. 

A Sea Shepherd, uma organização cujo foco é a conservação dos animais marinhos, acredita que esta seja a maior caça individual de golfinhos ou baleias-piloto na história das Ilhas Faroé e possivelmente a maior caça única de cetáceos já registada em todo o mundo.

É ultrajante que essa caçada ocorra em 2021 numa comunidade insular europeia, sem qualquer necessidade ou uso para uma quantidade tão grande de carne contaminada”, expressou Rob Read, COO da Sea Shepherd, em comunicado.

 

Os golfinhos precisam de ti” , apelou a Sea Shepherd na rede social Facebook.

O presidente da Associação dos Baleeiros das Ilhas Faroé, Olavur Sjurdarberg, admitiu à BBC que a caça deste ano foi "excessiva".

Em junho deste ano, mais de 170 baleias foram mortas nesta mesma tradição.

Redação / IC