Última actualização às 18:22

Milhares de egípcios saíram às ruas em protesto no Cairo e em outras grandes cidades do país. Os manifestantes, que exigem reformas democráticas e a saída do poder do presidente Hosni Mubarak, confrontaram-se com a polícia, que lançou contra eles gás lacrimogéneo.

Num aparente resultado do contágio da já chamada «Revolução de Jasmim, na Tunísia, os egípcios estão a pedir o fim de três décadas de sob o regime de Mubarak. No Cairo, a capital do país, protestos como os desta terça-feira não eram visíveis desde a década de 1970.

Além do presidente, também o ministro do Interior e a polícia foram alvo de contestação, que reagiu à bastonada e com gás lacrimogéneo.

Em declarações à CNN, Hossam Zaki, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros do Egipto, disse que «um elemento das forças segurança perdeu a vida hoje». Zaki negou, contudo, que a situação no país seja igual à da Tunísia.

Um correspondente desta televisão disse que os manifestantes ainda se encontravam nas ruas no final desta tarde e que receberam apoio inclusivamente de restaurantes de fast food, que lhes distribuiram comida de forma gratuita.

De acordo com a cadeia televisiva Al Jazeera, o governo egípcio havia avisado que qualquer tipo de protesto que tivesse como objectivo repetir o que aconteceu na Tunísia daria direito a detenções.

Tal como na Tunísia, assinala a Al Jazeera, os protestos no Egipto também estão a ser organizados e alimentados pelo impacto da Internet, de forma especial pelas redes sociais, como o Facebook.
Redação