Quatro pessoas foram baleadas e estão em estado grave na sequência de confrontos entre refugiados do Afeganistão e da Eritreia, que permanecem na cidade francesa de Calais, onde existiu até ao ano passado um campo de acolhimento conhecido com "A Selva".

Segundo as autoridades locais da cidade do norte de França, de onde há ligação marítima para Dover, em Inglaterra, os confrontos envolveram refugiados de origem afegã e eritreia, que se digladiaram com paus, barras de ferro e até armas de fogo.

Em Calais, segundo a cadeia norte-americana CNN, o ministro francês do Interior Gerard Collomb assegurou que o governo irá "assumir o controlo" da situação, após assumir que a cidade atingiu níveis "insuportáveis" de violência.

Centenas de refugiados continuam na cidade de Calais, após o desmantelamento da "Selva", tentando atravessar o Canal da Mancha e chegar a Inglaterra.

O governo francês admite estarem ainda na cidade entre 300 a 500 refugiados. 

O presidente Emmanuel Macron tem assumido que não irá tolerar que Calais se torne uma "porta lateral" de entrada de refugiados no Reino Unido, que entertanto reforçou os controlos de acesso ao país nas suas fronteiras marítimas.

França e Grã-Bretanha assinaram entretanto um novo tratado no mês passado com o objetivo de acelerar pedidos de asilo para imigrantes que queiram entrar no Reino Unido.

O novo pacto abrangerá crianças sem acompanhantes e reduzirá os tempos de despacho dos processos de adultos, de seis meses para um mês, e de seis meses para 25 dias, no caso dos menores de idade.