Um rapaz de apenas 13 anos ajudou a polícia de Revelstoke, Canadá, a resolver um caso com 27 anos. O jovem encontrou um veículo no lago Griffin no passado dia 21 de agosto. Após as investigações das autoridades, um cadáver foi descoberto dentro da viatura, o que confirmou que o caso remetia para um acidente ocorrido em 1992.

Ao início, a família de Max Werenka, o jovem que encontrou o carro, pensou que o caso estava relacionado com um acidente que aconteceu em 2009, na mesma zona. Quando a mãe do rapaz, Nancy Werenka, chegou à polícia de Revelstoke, referiu esse mesmo episódio: "Eu contei-lhes do veículo que estava no lago e perguntei porque é que não tinham removido o carro", revelou à CNN. As autoridades afirmaram que tinham retirado a viatura do lago, o que motivou uma ida ao local.

Foi o próprio Max Werenka quem mergulhou no lago e que retirou imagens do referido veículo. Três dias mais tarde, a polícia canadiana regressou ao local e recuperou o carro, verificando que estava um cadáver de uma mulher no seu interior. Em comunicado divulgado, as autoridades excluíram a hipótese de crime.

Após a realização de análises, foi confirmado que o corpo pertencia a Janet Farris, uma mulher que tinha sido dada como desaparecida em 1992, quando ia para um casamento em Alberta. O filho da vítima, George Farris, confessou o alívio à CNN: "Penso que o pior era não saber de nada".

De certa forma, assumimos que ela tinha saído da estrada ou que tinha adormecido ao volante, ou até que tinha tido um acidente a evitar um animal na estrada", acrescentou.

A mãe de Max Werenka contou à CNN que só soube do desfecho do caso há poucos dias, admitindo o orgulho que sentia no filho.

Ele tem apenas 13 anos, mas é muito maturo", afirmou.

Os elogios a Max Werenka surgiram também da parte da polícia, que elogiou o rapaz em entrevista à CTV: "Foi um bom trabalho de detetive da parte dele".