O fluxo de lava provocado pela erupção do vulcão em La Palma, nas Canárias já destruiu mais de 200 casas, num momento em que 154 hectares de terreno estão cobertos de magma, que tem prosseguido o seu caminho lento até ao mar.

Na última contabilização feita pelo Comité Gestor do Plano de Emergência Vulcânica, mais de seis mil pessoas foram retiradas de casas, com pelo menos 750 militares a administrarem os esforços de evacuação. Neste momento, existem seis vias principais cortadas, Todoque, La Laguna em direção a Tazacorte, Puerto Naos e uma das artérias da ilha, a LP-2.

O vulcão Cumbre Vieja está mais ativo do que nunca, com muito mais energia do que se tem observado nos últimos dias. O presidente do Governo Regional das Canárias Ángel Víctor Torres declarou La Palma como zona de catástrofe, num comunicado onde também é feito um pedido de ajuda aos fundos monetários europeus.

O avançar da lava abrandou ao encontrar centros urbanos e buracos no terreno que a fizeram acumular-se em colunas que ultrapassam os seis metros de altura, a uma temperatura de 1.075 graus.

 

A lava sobe à superfície através de quatro bocas principais e divide-se em duas correntes, uma das quais tem visto um aumento do rasto. “Caminha inexoravelmente em direção ao mar”, afirmou o presidente regional Ángel Víctor Torres. A preocupação é que este contacto gere gases tóxicos.

 

 

O diretor do Instituto de Canárias (Involcan), Nemesio Pérez, não descartou o surgimento de novos pontos de emissão de lava. A agência relata "um forte aumento na amplitude do tremor vulcânico".

Ainda que isto não signifique necessariamente um maior perigo, é de notar um aumento intenso de energia. Nas colinas, equipas de emergência e observadores medem e estudam o comportamento da lava.

O vulcão Cumbre Vieja expele colunas de fumo que atingem várias centenas de metros de altura e entre 8.000 e 10.500 toneladas de dióxido de enxofre por dia, segundo a Involcan, mas, apesar disso, o espaço aéreo não foi encerrado.

A empresa que administra os aeroportos em Espanha (AENA) anunciou que todos os voos programados para segunda-feira no aeroporto de La Palma foram realizados e que outros 48 estavam programados para hoje.

Esta erupção, a primeira desde 1971 nesta ilha povoada por cerca de 85.000 habitantes, não causou vítimas, mas está a causar danos significativos.