O antigo presidente da Argentina Carlos Menem foi acusado esta segunda-feira de «administração fraudulenta». Em causa está a celebração de um contrato com uma multinacional francesa, a Thales Spectrum.

As autoridades judiciais argentinas estão a investigar se a empresa francesa pagou ou não subornos a elementos da administração dirigida pelo antigo chefe de Estado, entre 1989 e 1999, para assegurar a concessão das frequências de rádio argentinas.

Um documento judicial, citado pela agência Reuters, aponta que o juiz federal Norberto Oyarbide acusou Menem de administração fraudulenta, «agravada por ter sido conduzida contra os interesses do Estado».

Foi ainda decretado o congelamento de cerca de 39 milhões de euros pertencentes ao agora senador, de 78 anos.

O ex-presidente Néstor Kirchner cancelou os contratos com a empresa francesa, considerando que esta não cumpriu com os investimentos que tinha prometido fazer.

Relativamente ao caso mais recente, a Thales recusa qualquer tipo de suborno. Já Menem diz que se trata de um processo politicamente motivado. «É uma nova perseguição política contra o mais bem sucedido chefe de Estado que a Argentina já teve», lê-se num comunicado emitido pelo seu gabinete de imprensa.

Além deste processo, Carlos Menem está a ser julgado por um caso de contrabando de armas para a Croácia e para o Equador. Vários elementos que faziam parte do seu governo foram acusados de corrupção.