Cara Lestenkof-Mandrega tem 27 anos e mora numa pequena e remota ilha na costa do Alasca. Em 2019 descobriu que estava grávida e, apesar de não ser fácil viver tão longe - a cerca de 300 quilómetros de Anchorage, a maior cidade do Alasca - a jovem pensava que ia seguir o protocolo normal de gravidez. 

E quem fala em 'protocolos normais', nestes casos, está a falar do facto de as mulheres grávidas terem de fazer várias viagens entre a ilha de Saint-Paul até Anchorage, onde Cara acabaria por dar à luz. 

No entanto, a pandemia e a revelação de que estava à espera de gémeos, trocou-lhe as voltas.

Descobri com o meu médico que teria de viajar de duas em duas semanas após a minha consulta de 16 semanas e o meu queixo caiu", disse a jovem ao ABC News.

Obrigada a ficar de quarentena sempre que viajava, Cara falou com a família, pediu aconselhamento médico de tomou uma decisão drástica: deixar a ilha, isolar-se 10 semanas em Anchorage e esperar pelo nascimento dos bebés.

Eu só pensava: 'Estou grávida e tenho que proteger os meus bebés (...) Foi muito difícil. Não víamos as nossas famílias desde 13 de março, então saber que não iríamos visitá-los por muitos meses, foi realmente difícil", recordou Cara.

As bebés nasceram em julho do ano passado e três semanas depois o casal estava de regresso à ilha com a pequena Mila e Anna. Nenhum dos membros da família foi infetado com o novo coronavírus.

Redação