Entrou em vigor no dia 1 de julho, e promete revolucionar a forma como os cidadãos da União Europeia adaptam a livre circulação à covid-19.

O certificado digital, que é aprovado para pessoas totalmente vacinadas, recuperadas ou com teste negativo foi aprovado pelos 27 Estados-membros, e só as autoridades de saúde podem emitir o documento.

A verdade é que a Unidade Especial de Fraude Tecnológica da Guarda de Finanças de Itália detetou vários casos de certificados digitais falsos à venda na Internet.

Refere o diário Corriere della Sera que os valores andam entre os 100 e os 130 euros, sendo que a acompanhar estes anúncios estão outros de vacinas falsas.

“Apesar dos preços exorbitantes e dos altíssimos riscos para a saúde”, destaca a polícia, milhares de pessoas registaram-se nos canais ilegais à procura de vacinas e certificados, atraídas pela oportunidade de comprar embalagens “tudo incluído”, cujo preço oscilava entre 110 e 130 euros, com garantia de anonimato, seguimento e rastreabilidade do envio.

Na mesma operação, as autoridades acabaram por fechar 10 canais da rede social Telegram, onde vários destes produtos eram comercializados, sendo que eram já milhares os utilizadores registados.

As vacinas em causa eram todas as aprovadas para uso na União Europeia (Pfizer, AstraZeneca, Johnson & Johnson e Moderna), mas também a desenvolvida pela Rússia, a Sputnik V.

Os responsáveis pelo esquema alegavam que os certificados falsos podiam ser entregues até mesmo a pessoas que residem em países fora da União Europeia, como Estados Unidos, Reino Unido e Suíça.

A investigação refere mesmo a existência de um mercado paralelo de grande dimensão relacionado com a venda destes produtos.

António Guimarães