A pivot australiana Cheng Lei, um dos principais rostos da emissora estatal chinesa CGTN, e que se encontra detida em Pequim desde 13 de agosto por suspeitas de espionagem, foi formalmente detida na última sexta-feira, dia 5 de fevereiro, por "fornecer ilegalmente segredos de Estado no exterior".

A noticia da acusação formal foi divulgada pela ministra australiana dos Negócios Estrangeiros, Marise Payne, nesta segunda-feira, em comunicado.

O governo australiano foi informado de que a cidadã australiana Cheng Lei foi formalmente detida na China a 5 de fevereiro, após seis meses de detenção. As autoridades chinesas informaram que Cheng Lei foi detida por suspeita de fornecer ilegalmente segredos de Estado no exterior. Cheng Lei está detida desde 13 de agosto. O governo australiano tem expressado regularmente junto de altas instâncias sérias preocupações sobre a detenção de Cheng Lei, inclusive no que respeita ao seu bem-estar e às condições da detenção", pode ler-se na nota de Marise Payne.

Funcionários da embaixada australiana em Pequim visitaram já por seis vezes Cheng Lei, a última das quais a 27 de janeiro, ao abrigo do acordo bilateral consular com a China.

Esperamos que os padrões básicos de justiça, equidade processual e tratamento humano sejam atendidos, de acordo com as normas internacionais", pediu a governante.

O comunicado termina com palavras de apoio dirigidas à família de Cheng Lei.

Cheng Lei, conhecida jornalista australiana, e que inclusive esteve presente na Web Summit de 2019, em Lisboa, para entrevistar uma responsável da IKEA e outra da JPMorgan Chase, trabalhava para a CGTN (China Global Television Network) desde 2012, depois de nove anos na norte-americana CNBC.

Pouco depois da detenção, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China adiantou apenas que a cidadã australiana era "suspeita de atividade criminosa que pôs em perigo a segurança nacional".

A biografia e as imagens da pivot australiana desapareceram do site da CGTN desde que foi detida.

Redação / CM