É mais popular que qualquer filme no mundo neste momento, inclusive sucessos como “A Viúva Negra”, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” e o mais recente filme de James Bond, “007 - No Time to Die”.

"A Batalha no Lago Changjin” é um filme de propaganda, centrado na Guerra da Coreia e na história de soldados chineses que derrotaram as tropas americanas contra todas as probabilidades.

Lançado no passado dia 30 de setembro, o filme financiado pelo Governo chinês é já o segundo que mais vendas gerou no mundo ao longo deste ano, ficando apenas atrás de uma outra longa-metragem do país, intitulada “Olá, Mãe”. No total, segundo a consultora Artisan Gateway, citada pela revista Variety, já faturou mais de 660 milhões de euros em bilheteira. 

O filme surge numa altura em que as tensões entre a China e os Estados Unidos estão mais acentuadas, muito devido às declarações de Xi Jinping sobre a ilha de Taiwan.

[O filme] está definitivamente relacionado com as tensões com os Estados Unidos e foi promovido com isso em mente. Por vezes indiretamente, mas muito claramente. É quase um dever patriótico vê-lo”, afirmou Stanley Rosen, professor de Ciência Política Universidade do Sul da Califórnia, à BBC.

O timing de estreia da longa-metragem também não terá sido inocente, uma vez que este ano se celebram os 100 anos do Partido Comunista Chinês.

O sucesso de “A Batalha no Lago Changjin” é um sinal de esperança para o setor do cinema na China, muito afetado pelos encerramentos das salas durante a pandemia por covid-19.

Pedro Falardo