Investigadores chineses querem enviar 20 dos maiores foguetões do país para poderem afastar asteróides da Terra, uma técnica que pode ser crucial quando um astro do género estiver na rota para colidir com o nosso planeta, o que poderia levar ao fim do mundo, num cenário extremo.

A ideia vai ser mesmo posta em prática pelos Estados Unidos, entre os finais de 2021 e os princípios de 2022, que irão lançar uma nave espacial para intercetar dois asteróides que se encontram relativamente próximos da Terra. Quando a nave espacial da NASA chegar, um ano mais tarde, irá despenhar-se contra o asteróide mais pequeno e tentar mudar a sua trajetória.

Os investigadores do Centro Nacional de Ciências Espaciais da China descobriram, durante as simulações, que 23 foguetões “Long March 5” seriam suficientes para desviar um asteróide por uma distância 1,4 vezes superior ao raio da Terra (6,371 quilómetros).

A China lançou, desde 2016, seis foguetões "Long March 5" com sucesso, tendo o último causado algumas preocupações de segurança, uma vez que os seus destroços voltaram a entrar na atmosfera em maio.

A proposta de lançar um foguetão, numa nave espacial, para desviar um asteroide, é um conceito bastante agradável", disse o professor Alan Fitzsimmons, do Centro de Investigação de Astrofísica da Universidade de Quenn's, citado pela Reuters.

Gareth Collins, professor no colégio Imperial de Londres, garantiu que existe apenas 1% de probabilidade de um asteróide com mais de 100 metros de largura atingir a Terra nos próximos 100 anos, mas a China começa a preparar-se para o caso de acontecer um azar.

Segundo os especialistas, alterar a rota de um asteróide é um risco menor que explodi-lo com recurso a explosivos nucleares, que poderia causar pequenos fragmentos que iriam em direção à Terra.

Redação / IC