Um jornalista britânico e oito activistas pró-Tibete foram detidos na quarta-feira durante um protesto, próximo do principal estádio olímpico, em Pequim. Outros elementos da organização «Estudantes para um Tibete Livre» tinham sido já detidos antes da cerimónia de abertura dos Jogos.

Os activistas colocaram faixas com slogans como «Libertem o Tibete» na fachada de um museu.

Um jornalista britânico, John Ray da estação televisiva ITN, que estava no local a cobrir a manifestação, também foi detido e entretanto libertado.



John Ray foi agarrado por agentes das forças de segurança, atirado para o chão e depois arrastado até uma carrinha. O seu equipamento foi confiscado e foi filmado pela polícia.

«O Clube de Correspondentes Estrangeiros da China está horrorizado com a detenção e tratamento brutal de John Ray, um jornalista acreditado aos Jogos, a menos de um quilómetro do principal Estádio Olímpico. Nós exigimos que as autoridades devolvam o equipamento, apresentem um pedido de desculpas e investiguem a possível acção ilegal e abuso de autoridade por parte da polícia», disse em nota o presidente da associação, Jonathan Watts.

O governo chinês também intensificou a repressão aos activistas que pretendiam utilizar uma das três áreas da capital chinesa escolhidas como «zonas de protestos» pelas autoridades. Os protestos poderiam acontecer nestes locais designados, desde que houvesse uma prévia permissão oficial.

Segundo a organização Human Rights Watch, a polícia prendeu na segunda-feira Ji Sizun, um chinês da província de Fujian que havia pedido permissão para realizar uma manifestação num dos locais delimitados para esta finalidade.

Ji Sizun apresentou o pedido no dia 8 de Agosto e registou que o seu objectivo, com o protesto, era defender uma maior participação dos cidadãos nos processos decisórios do país e denunciar a corrupção e o abuso de poder dos membros do Partido Comunista. Quando voltou no dia 11, para verificar se a autorização tinha sido concedida, Ji Sizun foi preso e estava incomunicável até esta quarta-feira, de acordo com a Human Rights Watch.
Redação / JF