"Eu tive medo que me matassem ou me fizessem desaparecer", contou Yan Li-Meng, virologista chinesa que fugiu para os Estados Unidos devido a ameaças que recebeu pelas suas investigações ao novo coronavírus, o SARS-CoV-2. A cientista da Universidade de Saúde Pública de Hong Kong afirma que o vírus foi "criado num laboratório militar”, do Exército de Libertação Popular, do Partido Comunista Chinês.

Numa entrevista à agência Lude Press, Li-Meng assegura ainda que o mercado de Wuhan foi “usado com distração” pelas autoridades chinesas para ocultar a origem do vírus. Algo que relatou durante a sua pesquisa e que comunicou aos seus superiores, que não a levaram a sério.

Eu sabia que, assim que falasse, poderia desaparecer a qualquer altura, tal como os manifestantes de Hong Kong. Podia desaparecer a qualquer momento. Até o meu nome deixaria de existir”, contou.

 

Mas ver médicos e pacientes inocentes expostos ao vírus altamente contagioso motivou-a a falar, acusando o governo chinês de encobrir a pandemia e de tratar o elevado número de contágios de forma errada, obrigando as pessoas a ficar trancadas em casa, ao invés de testar e isolar pacientes.

Yan já tinha afimado em entrevista à Fox News que o governo de Pequim sabia em dezembro que mais de 40 pessoas tinham sido infetadas com o novo coronavírus e que as transmissões entre humanos já estavam a ocorrer.

A virologista apontou então o dedo ao seu antigo supervisor, Leo Poon, que a teria incumbido de investigar um conjunto de casos semelhantes ao SARS-CoV-2 relatados no final de dezembro. 

Yan afirmou que Poon a aconselhou a que ficasse "calada" e a "ter cuidado" quando forneceu mais provas a 16 de janeiro. 

A virologista chinesa fugiu da China a 28 de abril depois de partilhar com o blogger e youtuber Lu Deh as suas teorias e investigações. Ele aconselhou-a a ir para os Estados Unidos, onde estaria a salvo.

Tanto a Organização Mundial de Saúde, como o governo chinês, negam todas as alegações de Yan Li-Meng.