Edward Snowden, analista de sistemas informáticos que trabalhou para a CIA e para a NSA, e que publicou documentos classificados sobre o programa de vigilância dos Estados Unidos e foi acusado de espionagem, pediu ao presidente francês, Emmanuel Macron, que lhe conceda asilo.

A viver na Rússia desde 2013, onde evita ser extraditado nos Estados Unidos, sublinhou, numa entrevista esta segunda-feira na rádio France Inter que “proteger quem faz denúncias não é um acto hostil” e disse que se considerava no direito de obter protecção de França.

Edward Snowden está a promover o seu livro de memórias, 'Permanent Record', que tem publicação simultânea em vários países do mundo esta terça-feira.

Esta não é a primeira vez que o norte-americano pede asilo a França. Em 2013, quando o presidente era François Hollande, pediu apoio ao estado francês, mas sem sucesso.

Na totalidade, Edward Snowden já pediu asilo a 21 países diferentes, entre os quais estão Alemanha, Itália ou Espanha, que lhe negaram o pedido.

A presidência francesa ainda não comentou o novo pedido.

Edward Snowden revelou, em 2013, a existência de um sistema de vigilância mundial de comunicações e de Internet, tendo sido acusado pelos Estados Unidos de espionagem e apropriação de segredos de estado.