Foram encontrados 14 dos 32 portugueses que estavam desaparecidos na Beira, em Moçambique, depois da passagem do ciclone Idai, confirmou fonte autorizada, que pediu anonimato, à TVI24. De acordo com a mesma fonte, os portugueses foram encontrados em buscas porta a porta.

Um português casado com uma moçambicana e dono de uma fazenda em Buzi foi dado como morto porque o local ficou completamente destruído e não havia meios para conseguirem sair de lá. Esta quinta-feira, a jornalista Alexandra Baptista relatou o drama vivido na região de Buzi e deu conta que todos os trabalhadores tinham morrido na fazenda.

De acordo com o ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Coreia, em conferência de imprensa, o número de mortes subiu para 293, sendo que 200 mortos foram contabilizados na província de Sofala e 81 na de Manica.

Segundo números divulgados na quinta-feira, em Genebra, pelo Programa Mundial Alimentar (PAM) das Nações Unidas, a passagem do ciclone Idai por Moçambique, Zimbabué e Maláui atingiu pelo menos 2,8 milhões de pessoas.

O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, decretou o estado de emergência nacional na terça-feira e disse que 350 mil pessoas “estão em situação de risco”.

Moçambique cumpre hoje o terceiro e último dia de luto nacional.

No Zimbábue foram anunciados dois dias de luto nacional, com início no sábado.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na noite de 14 de março, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.