Pelo menos 259 pessoas morreram no Zimbabué vítimas da passagem do ciclone Idai, segundo o mais recente balanço feito hoje pela ministra da Defesa zimbabueana, referindo que 120 corpos foram levados pelas águas do país para Moçambique.

No balanço feito durante a visita que realizou à cidade de Mutare, no leste do país, a ministra da Defesa, Oppah Muchinguri, revelou que mais de 120 corpos foram levados para território moçambicano, nas inundações e cheias que se seguiram à passagem do ciclone Idai pelos dois países, e ainda pelo Maláui.

Estes corpos juntam-se aos restantes 139 mortos anteriormente confirmados pelas autoridades do Zimbabué.

A maioria dos corpos foi levada para Moçambique [nas inundações] e porque estavam em mau estado de conservação, eles [em Moçambique] acabaram por os enterrar”, disse Muchinguri.

No total, entre Moçambique, Zimbabué e Maláui estão confirmados pelo menos 557 mortos na sequência da passagem do ciclone Idai.

Entretanto, no Zimbabué, camiões carregados de alimentos, remédios e outros bens de primeira necessidade e de emergência doados por igrejas, cidadãos e empresas privadas continuam a chegar a Mutare.

De visita às áreas afetadas pelo ciclone, o Presidente da República do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, disse que testemunhou "um desespero absoluto".

O chefe de Estado convocou dois dias de luto nacional no Zimbabué, a partir de sábado.

Em Moçambique, o último balanço do Governo aponta para 242 mortos em consequência da passagem do ciclone pelo centro do país, enquanto as únicas estimativas conhecidas no Maláui continuam inalteradas, em 56 mortos e 177 feridos.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na noite de 14 de março, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.