"Os meus pais apoiaram a minha educação, mas não me direcionaram. O meu pai era agricultor e a minha mãe doméstica. Não sabiam muito sobre ciência, mas eu estava determinado a tornar-me cientista de acordo com a minha vontade. Acabei o secundário com as terceiras notas mais altas da Síria. Trabalhei nas obras à noite para pagar a escola. Licenciei-me no Top da minha turma. Foi-me dada uma bolsa para prosseguir com o meu doutoramento. Sofri pelo meu sonho."


"Construímos uma família juntos. Éramos uma família muito moderna. Tínhamos dias bons e dias maus, dias ricos e dias pobres, mas estávamos sempre juntos." 






"Ele cansa-se rapidamente. A minha filha também estava na casa e ainda tem estilhaços no pescoço. Sobrevivemos, mas morremos psicologicamente. Acabou tudo naquele dia. Era o nosso destino."



"Não tenho vida, respeito, e os meus filhos não vão à escola. Tenho um doutoramento, mas não posso trabalhar sem visto de residência. Há uma universidade que ensina com um livro que eu escrevi, mas nem assim me dá trabalho."


Para sobreviver, o cientista acabou por começar a desenhar projetos que vende a cidadãos turcos que lhe pagam "1% do que recebem" pelos mesmos. "Têm todo o crédito e mal me pagam os custos dos materiais."

A viver num país que não é o seu, o cientista descobriu que sofre de cancro no estômago e que, apesar de ter ido a cinco hospitais diferentes, os médicos lhe dizem que "não há nada a fazer". "Especialmente porque não tenho seguro nem benefícios."
 


"Um amigo na América diz-me que se trata de uma cirurgia simples, mas estou a lutar contra o tempo. Não há nada que eu possa fazer."


Esperançoso para chegar a Troy, Michigan, o sírio diz que não quer que o mundo pense que está "acabado", porque ainda está cá.
 

"Ainda acho que posso fazer a diferença no mundo. (...) Quero apenas um sítio para fazer a minha pesquisa. (...) Só quero voltar a trabalhar. Quero voltar a ser uma pessoa."​


Opinião da qual Obama partilha e que não se coibiu de dizer ao mundo. Para o presidente dos EUA, é um orgulho receber este cientista no seu país e espera que este "continue a perseguir os seus sonhos" na sua "nova casa".
 

"Como marido e pai, não consigo imaginar a perda que sofreu. É uma inspiração. Sei que as pessoas de Michigan o vão receber com o apoio e compaixão que merece. Sim, ainda pode fazer a diferença no mundo e estamos orgulhos de que continue a perseguir os seus sonhos aqui. Bem-vindo à sua nova casa. Faz parte do que torna a América grande"


(7/7) “I still think I have a chance to make a difference in the world. I have several inventions that I’m hoping to...

Publicado por Humans of New York em  Terça-feira, 8 de Dezembro de 2015