Está aberta a Cimeira do Clima em Glasgow. Sem perder tempo, o presidente da COP26 começou o discurso apontando a uma meta muito concreta, ainda que admita que será difícil, uma vez que o tempo se escasseia: "Temos de agir já para manter o objetivo dos 1,5 graus Celsius vivo".

Alok Sharma refere-se ao aumento da temperatura média relativamente a níveis pré-industriais, lembrando um valor que foi mencionado pela primeira vez em Paris, em 2015, mas que está cada vez mais difícil de ser uma realidade.

Há seis anos, em Paris, acordámos objetivos partilhados", referiu, numa altura em que a meta máxima definida foi de 2 graus, ainda que se tenha dito que era preciso descer esse valor para 1,5 graus.

Nesse sentido, Alok Sharma é taxativo: "A COP26 é a nossa última esperança para chegarmos aos 1,5 graus".

Durante a pandemia de covid-19, “as alterações climáticas não fizeram férias. Todas as luzes estão vermelhas no painel de avaliação do clima”, adiantou, pedindo mais ambição no primeiro dia da conferência considerada como crucial para o futuro da humanidade.

Para isso, o presidente da cimeira pede uma década baseada no aumento da ambição e da ação, pedindo uma ação conjunta de todos os países, poucas horas depois de ter apelado à participação de Estados como a China.

A responsável pelo clima da Organização das Nações Unidas, Patricia Espinosa, declarou, por seu turno, que “a Humanidade enfrenta escolhas difíceis, mas claras”.

Podemos escolher reconhecer que continuar com as coisas como estão não vale o preço devastador que temos que pagar e fazer a transição necessária ou aceitar participar na nossa extinção”, disse.

No mesmo dia em que começa a Cimeira do Clima, os países do G20 chegaram a acordo, em Roma, para limitar o aumento das temperaturas a 1,5 graus.

António Guimarães