As autoridades concluíram oficialmente as buscas por sobreviventes ao colapso de parte de um prédio em Miami, nos Estados Unidos da América.

Segundo noticia o New York Times, as famílias das vítimas foram informadas, através de um briefing privado, que a operação passaria de resgate dos desaparecidos para "esforços de recuperação".

Apenas com base nos factos, a probabilidade de sobrevivência é zero”, disse o porta-voz dos Bombeiros de Miami, Ray Jadallah. 

As equipas de resgate, que reuniram operacionais de vários países como Israel e México, procuraram por sobreviventes durante cerca de duas semanas. 

Os mais recentes dados, divulgados esta quarta-feira, contabilizam 46 mortos confirmados e 94 desaparecidos.

À medida que a dimensão desta catástrofe continua a crescer a cada dia desde o colapso, a nossa comunidade e o mundo estão a sofrer com todas as famílias que estão a viver esta tragédia impensável", disse a mayor de Miami, Daniella Levine Cava.

Também chefe dos bombeiros, Alan Cominsky, disse que o pessoal que vasculha os escombros não encontrou evidências de que alguém tenha sobrevivido ao colapso inicial.

Grande parte de um prédio de 11 andares, o Champlain Towers South, localizado a uma dezena de quilómetros de Miami Beach, desabou na manhã de 24 de junho.

As autoridades ainda não adiantaram a causa do colapso do prédio, e a investigação deverá levar meses. No entanto, um relatório realizado por uma empresa de engenharia em 2018, indicava danos estruturais "significativos", bem como "fissuras" na cave do edifício, recomendando reparações.

Outro estudo realizado em 2020 indicava que as Torres Champlain, construídas em 1981, tinham afundado cerca de dois milímetros por ano entre 1993 e 1999, mas o autor do documento afirmou que isso, só por si, não deveria provocar o colapso do edifício.

O teto do prédio estava a ser alvo de obras, mas ainda se desconhece se essa intervenção estará relacionada com o acidente.

Rafaela Laja