As autoridades de saúde moçambicanas anunciaram hoje a terceira morte num surto de cólera que se seguiu ao ciclone Idai no centro do país.

As duas primeiras mortes tinham sido registadas na última semana nos distritos de Beira e Dondo, enquanto que a terceira hoje anunciada aconteceu no distrito de Nhamatanda, zona oeste da província de Sofala.

O surto já infetou mais de 2.000 pessoas, 94% das quais têm sido curadas.

No entanto, o número de infeções é largamente superior aos surtos recorrentes anualmente durante a época das chuvas.

A destruição do ciclone Idai terá agravado as condições sanitárias e de higiene, promovendo a propagação da cólera através da água e alimentos.

Ainda segundo dados hoje apresentados, pelo menos 217.000 pessoas já foram vacinadas contra a doença no âmbito da campanha que arrancou na quarta-feira.

O número de pessoas vacinadas representa 26% do objetivo total.

O ciclone Idai provocou 598 mortes e afetou 1,4 milhões de pessoas em Moçambique, segundo o mais recente balanço das autoridades.

Moçambique recebeu 32 ME para apoiar população

Moçambique recebeu um total de 36 milhões de dólares (32 milhões de euros) e cerca de 12 mil toneladas de bens diversos para apoiar as populações afetadas pelo ciclone Idai no centro de Moçambique, anunciou hoje fonte oficial.

O que está a ser declarado é aquilo que já foi disponibilizado. Nós temos anunciados alguns apoios que ainda não nos foram dados no concreto", explicou a diretora-geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Augusta Maita.

Aquela responsável falava durante uma conferência de imprensa na cidade da Beira, centro de Moçambique.

As doações resultam das campanhas que têm vindo a ser desenvolvidas dentro e fora do país para apoiar as cerca de 1,4 milhões de pessoas que foram afetadas pelo Idai, no centro de Moçambique.

Augusta Maita disse que o Governo moçambicano contratou uma empresa independente para assegurar questões logísticas, uma medida que visa flexibilizar a canalização de bens e produtos às populações afetadas.

Tudo está a ser feito para que os bens recebidos sejam criteriosamente transferidos para as populações afetadas", acrescentou a diretora-geral do INGC.