A Comissão Europeia vai adotar e apresentar na quarta-feira uma proposta sobre “a próxima etapa” do combate à pandemia da covid-19, para “preparar a Europa para a ameaça acrescida das novas variantes” do coronavírus.

O porta-voz do executivo comunitário anunciou que a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, presidirá na quarta-feira à reunião semanal do colégio de comissários, que “adotará uma comunicação com vista à próxima etapa da luta contra o vírus, para preparar a Europa para a ameaça acrescida das novas variantes da covid-19”.

A proposta será apresentada a seguir à reunião do colégio, na sala de imprensa da Comissão, pela própria presidente do executivo comunitário, acompanhada da comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, e do comissário do Mercado Interno, Thierry Breton.

Numa entrevista concedida no passado domingo ao diário alemão Augsburger, a comissária da Saúde já levantou o véu sobre uma das prováveis componentes da nova estratégia, ao anunciar que a UE, acusada de lentidão na campanha de vacinação contra a covid-19, vai acelerar os procedimentos de autorização de vacinas melhoradas para responder às diferentes variantes do novo coronavírus.

Analisamos com a Agência Europeia do Medicamento os procedimentos e decidimos que, doravante, se houver uma vacina melhorada por um fabricante para lutar contras as novas variantes com base numa vacina já existente” e certificada “não haverá a necessidade de passar por todas as etapas da autorização”, disse Stella Kyriakides.

Outra matéria muito discutida, atualmente, é a dos certificados de vacinação, tendo hoje o porta-voz da Comissão apontado que prossegue “um debate político” sobre esta questão, que é complexa, dado envolver várias dimensões, desde meramente técnicas – como a interoperabilidade dos sistemas com vista ao reconhecimento deste título pelos diferentes Estados-membros -, até questões, pouco consensuais, sobre os direitos que devem ser associados a tal título.

Desde o início da pandemia, em dezembro de 2019, a Europa já contabilizou mais de 800.000 mortes associadas à covid-19, e a generalidade dos Estados-membros têm atualmente em vigor medidas restritivas para tentar conter a propagação do vírus, designadamente das novas variantes.

. / MJC