A Comissão Europeia não vai renovar os contratos da vacina contra a covid-19 para o próximo ano com as farmacêuticas AstraZeneca e Johnson & Johnson , noticia esta quarta-feira a agência Reuters, que cita uma fonte do ministério da Saúde italiano ao jornal La Stampa.

A Comissão Europeia, em acordo com vários líderes de muitos países (da UE), decidiu que os contratos com as empresas produtoras de vacinas (de vetor viral) várias para o ano corrente não serão renovados no seu termo", avança o La Stampa.

Segundo o jornal italiano, Bruxelas prefere focar-se nas vacinas contra a covid-19 que usam a tecnologia de "RNA mensageiro" (mRNA), como os fármacos da Pfizer e Moderna.

A Comissão já pediu esclarecimentos à Johnson & Johnson sobre o anúncio "completamente inesperado" da empresa sobre os atrasos nas entregas da vacina à União Europeia, adiantou um funcionário da UE à Reuters, na terça-feira.

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Já na semana passada, a Agência Europeia do Medicamento iniciou uma revisão de sinal de segurança para avaliar relatórios de eventos embólicos e trombóticos - formação de coágulos sanguíneos - em pessoas que receberam a vacina da Janssen contra a covid-19 e, no contexto desta revisão, o comité de segurança está a investigar todos os casos comunicados e decidirá se é necessária uma ação regulatória.

Atualmente, estão aprovadas quatro vacinas na UE pela Agência Europeia do Medicamento: Pfizer/BioNTech (Comirnaty), Moderna, Vaxzevria (novo nome da vacina da AstraZeneca) e Janssen (grupo Johnson & Johnson, que estará a partir de agora em distribuição).

A chegada a Portugal das primeiras 30 mil doses da vacina desta farmacêutica estava prevista para quarta-feira, mas a Johnson & Johnson anunciou na terça-feira que vai atrasar o envio do fármaco para a Europa devido à suspensão preventiva nos EUA.

Rafaela Laja