A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou esta quarta-feira a intenção de criar um plano de ação contra o racismo e os crimes de ódio, afirmando que “ódio é ódio e ninguém deve ser sujeito a isso".

“Na UE, a luta contra o racismo não é uma opção”, assegurou Ursula von der Leyen, no seu primeiro discurso sobre o Estado da União enquanto presidente do executivo comunitário.

Referindo-se aos recentes casos polémicos de discriminação e violência racial, a presidente da Comissão Europeia disse que é preciso "passar da condenação à ação" para construir uma UE "verdadeiramente antirracista".

Por isso, a Comissão Europeia vai propor "alargar a lista de crimes da UE a todos os tipos de crime de ódio e discurso de ódio, seja por causa da raça, da religião, do género ou da sexualidade", anunciou.

Será também reforçada a legislação sobre igualdade racial onde houver falhas e o orçamento da UE será usado para abordar a discriminação no acesso ao emprego, à habitação e à saúde.

Von der Leyen propôs ainda melhorar a educação e o conhecimento sobre as causas históricas e culturais do racismo e combater o "preconceito inconsciente que existe nas pessoas, nas instituições e até nos algoritmos".

A dirigente anunciou ainda que o executivo comunitário passará a dispor de um coordenador antirracismo, que trabalhará diretamente com as pessoas, a sociedade civil e as instituições numa matéria que será “um ponto primordial na agenda” europeia.

O Parlamento Europeu foi hoje palco do discurso sobre o Estado da União, o primeiro proferido pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro realizado em Bruxelas, devido à covid-19, o tema incontornável este ano.

/ RL