Um dos advogados de Julian Assange, fundador do Wikileaks, afirmou que recebeu um perdão presidencial endereçado ao denunciante em troca do encobrimento do envolvimento russo no ataque informático ao Comité Nacional Democrático.

Segundo o advogado Edward Fitzgerald, a proposta foi feita pelo ex-congressista Dana Rohrbacher durante uma visita à Embaixada do Equador, em Londres, en 2017.

As declarações de Fitzgerald, publicadas no site Daily Beast, afirmam que o ex-congressista disse que, “sob instruções do presidente, estava a oferecer um perdão ou outra saída possível, se Assange viesse a público dizer que a Rússia não teve envolvimento no ataque ao Comité Nacional Democrático”.

Horas após a publicação das declarações do advogado de Julian Assange, o ex-congressista negou o envolvimento da Casa Branca e afirmou que contactou o denunciante por sua própria iniciativa.

Em nenhuma altura falei com o presidente Trump sobre Julian Assange. Não fui aconselhado por Trump, nem por ninguém ligado a ele, a reunir-me com Julian Assange”, escreveu o ex-congressista no seu blog pessoal.

Dana Rohrbacher adiantou ainda que a visita à Embaixada do Equador foi feita com o objetivo de adquirir “informações importantes para os Estados Unidos”.

As revelações do advogado de Julian Assange vão ser analisadas pelos tribunais como uma prova de que o pedido de extradição para os EUA tem motivação política.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Stephanie Grisham, descreveu as acusações como “uma completa mentira ”.

O presidente mal conhece Dana Rohrbacher, além de saber que é um ex-congressista. O presidente nunca falou com ele sobre este assunto ou qualquer outro. É uma completa mentira”, disse Stephanie Grisham, em entrevista ao Daily Beast.

As declarações do advogado de Assange surgem uma semana antes do debate nos tribunais do Reino Unido sobre o processo de extradição do denunciante. 

Julian Assange encontra-se detido em Belmarsh, no Reino Unido, e defende-se de um pedido de extradição para os Estados Unidos, onde é acusado de espionagem e conspiração por ter acedido e divulgado documentos secretos.

/ HCL