O episódio do desvio do avião da Ryanair pelo governo da Bielorrússia já está a ter repercussões a nível do transporte aéreo de passageiros na Europa.

A airBaltic, companhia aérea da Letónia, anunciou esta segunda-feira a decisão de não usar o espaço aéreo bielorrusso nos sues voos.

 Ontem, quando foram recebidas informações contraditórias sobre o desvio do voo comercial para Minsk, como ação imediata, a airBaltic decidiu evitar entrar no espaço aéreo da Bielorrússia até a situação ser clarificada ou as autoridades divulgarem uma decisão", lê-se no comunicado.

Segundo noticiado este domingo, as autoridades bielorrussas detiveram o jornalista Roman Protasevich, depois de o presidente bielorrusso Alexandr Lukashenko ter ordenado que o voo da companhia aérea Ryanair de Atenas para Vilnius, capital da Lituânia, fosse desviado para o aeroporto de Minsk.

 A airBaltic assegura que a "segurança e a saúde dos passageiros e trabalhadores é a principal prioridade".

A Ryanair disse esta segunda-feira que a tripulação do avião em que viajava um jornalista crítico ao regime bielorrusso recebeu um aviso de ameaça à segurança a bordo antes de o aparelho ser desviado para Minsk.

Em comunicado, a Ryanair disse que o controlo de tráfego aéreo bielorrusso comunicou uma suposta ameaça à tripulação, dando também "instruções para desviar para o aeroporto mais próximo, Minsk".

Rafaela Laja