O Prémio George Polk 2016, atribuído pela universidade norte-americana, é o mais recente a distinguir o trabalho do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIJI) que pesquisou a fundo milhões de documentos da firma Mossack Fonseca, sediada no Panamá.

Antes, o Consórcio e até isoladamente alguns dos meios de comunicação que o integram em todo o mundo, caso da TVI em Portugal, já tinham sido distinguidos por 13 vezes, pelo trabalho de investigação que vasculhou os negócios do escritório Mossack Fonseca e as suas operações e aplicações em paraísos fiscais, que encobrem fortunas de clientes espalhados pelo mundo.

O prémio Polk e outros são um importante reconhecimento do valor da colaboração além-fronteiras", salientou Gerard Ryle, diretor do Consórcio, numa comunicação na página da organização na internet.

Ryle lembrou que o projeto de investigação "não seria possível sem a decisão do Süddeutsche Zeitung de partilhar os Papéis do Panamá com outros parceiros jornalistas":

Algumas histórias são tão complexas e tão globais que só podem ser desmontadas quando os jornalistas partilham informação e se apoiam", declara Gerard Ryle.

Na investigação dos Papéis do Panamá participaram 400 jornalistas de uma centena de meios de comunicação de todo o mundo. Entre os documentos da firma Mossack Fonseca, foram avaliados mais de 11 milhões de ficheiros, relacionados com 214 mil companhias offshore, ligadas a mais de 140 políticos de mais de 50 países.