Membros da tripulação da companhia aérea internacional Malindo Air, sediada na Malásia, foram acusados de ajudar um grupo de contrabando a transportar heroína e metanfetaminas da Ásia para Sydney e Melbourne, na Austrália.

De acordo com investigadores autralianos, oito pessoas foram detidas por tráfico de droga, num negócio que transportava, de avião, os produtos da Ásia para a Austrália. Um dos acusados confessou ter sido a vigésima viagem que fazia nestas condições.

Entre os detidos, a Polícia Federal Australiana prendeu uma funcionária da tripulação de cabine da Malindo Air e outra funcionária da mesma companhia.

As restantes seis pessoas pertenciam ao grupo de contrabando, desmantelado na Operação Sunrise, que já operava na Austrália há mais de cinco anos. 

(Isso) acontece há um longo período de tempo", revelou Tess Walsh, Assistente Comissária e porta-voz do Comando Crime da Polícia Federal Australiana, citada pela CNN.

Um comunicado divulgado pela Malindo Air confirma a detenção de apenas um funcionário. De acordo com informações solicitadas pela CNN relativas ao segundo membro da tripulação envolvido no contrabando, Andrea Liong, responsável pelas relações públicas da companhia aérea, disse que a empresa não tem certezas do seu suposto envolvimento. 

A Malindo Air está pronta para cooperar com todas as autoridades competentes seja na Austrália ou na Malásia a este respeito (...) foi um incidente isolado (...) o membro da tripulação de cabine também foi suspenso com efeito imediato pendente de rescisão", acrescentou Andrea Liong.

Segundo Tess Walsh, a quantidade de drogas ilegais apreendidas na operação é significativa. Foram apanhados com 8 quilos de heroína, com um valor estimado de 9,20 milhões de euros, o que "equivale a 42 mil negócios de rua, em termos reais", acrescentando ainda mais 6 quilos de metanfetaminas, avaliados em quatro milhões de euros, e meio quilo de cocaína.

Eles estão sujeitos à intervenção na fronteira, como todos os outros, e enfrentam penalidades significativas, caso se verifique que estão a usar as suas posições para tentar contornar os nossos controlos de fronteira", disse Craig Palmer, correspondente regional da AFP.

A companhia aérea, utilizada como transportadora de droga até à Austrália, opera atualmente 800 voos semanais para mais de 40 destinos regionais e internacionais.