A lava que flui da erupção vulcânica que começou este domingo na ilha de La Palma nas Canárias, cobre 106 hectares de terreno e já destruiu 166 casas, informou o programa de observação por satélite da União Europeia, Copernicus.

O cálculo foi realizado com base em dados até às 19:50 horas desta segunda-feira.

 

 

Durante a noite, o esforço de evacuação do território foi ampliado depois de uma nova boca eruptiva ter aparecido perto da localidade de Tacande, em El Paso. De acordo com informação divulgada pelo Plano Especial de Proteção contra o Risco Vulcânico das Canárias, esta nova boca abriu-se a cerca de 900 metros da principal. 

A abertura desta boca eruptiva ocorreu após um novo terremoto com magnitude de 4,1, registado às 21:32 de segunda-feira, horário local (a mesma hora em Lisboa), de acordo com o Instituto Vulcanológico das Ilhas Canárias (Involcan).

A Guardia Civil reforçou, entretanto, o apelo a que os residentes perto das zonas de erupção evitem sair de casa e não conduzam sob cinza, a menos que tal seja estritamente necessário.

 

 

A enviada especial da TVI às Canárias, Márcia Sobral, comunicou ainda esta terça-feira que a lava está a avançar a cerca de 300 metros por hora, uma velocidade que fica aquém daquilo que foi previsto na segunda-feira pelo presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Os fluxos de lava expelidos pelo vulcão Cumbre Vieja ainda não haviam chegado ao oceano esta manhã quando, segundo previsões preliminares, deveriam ter chegado ao litoral na noite de segunda-feira.

Esta segunda-feira, o Ministério da Administração Interna enviou uma nota à TVI a comunicar que o Governo está a equacionar a retirada de cidadãos portugueses da ilha de La Palma

De acordo com o documento, as autoridades portuguesas estão a “acompanhar de perto” os desenvolvimentos da situação, “com especial cuidado” para uma “eventual intervenção para a retirada de cidadãos portugueses, em apoio às autoridades de Espanha”, através da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

O MAI refere ainda estar a observar com particular interesse a “evolução e deslocação da nuvem de fumo” resultante da erupção.

Já esta segunda-feira, a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas informou que há oito portugueses identificados pelas autoridades nos três municípios afetados pela erupção em La Palma, Espanha.

Pelo menos 6.000 pessoas já foram retiradas, 500 na última noite, das casas próximas ao vulcão Cumbre Vieja, em La Palma, nas Ilhas Canárias, após a abertura de uma nova boca eruptiva, disseram hoje as autoridades.

"Cerca de 500 pessoas" tiveram que deixar as suas casas durante a noite de segunda-feira, confirmou à agência de notícias AFP Lorena Hernandez Labrador, vereadora de Los Llanos de Aridane, uma localidade vizinha gravemente afetado pelos fluxos de lava.

O vulcão Cumbre Vieja expele colunas de fumo que atingem várias centenas de metros de altura e entre 8.000 e 10.500 toneladas de dióxido de enxofre por dia, segundo a Involcan, mas, apesar disso, o espaço aéreo não foi encerrado.

A empresa que administra os aeroportos em Espanha (AENA) anunciou que todos os voos programados para segunda-feira no aeroporto de La Palma foram realizados e que outros 48 estavam programados para hoje.

Esta erupção, a primeira desde 1971 nesta ilha povoada por cerca de 85.000 habitantes, não causou vítimas, mas está a causar danos significativos.

A lava lançada pela erupção vulcânica que começou no domingo na ilha de La Palma cobre 106 hectares de terra e destruiu 166 casas e outros edifícios.

O cálculo foi feito pelo programa de emergência por satélites da União Europeia Copernicus, que publicou hoje uma imagem tirada pelo satélite Sentinel 2 e que reflete a situação na noite de segunda-feira.