"Este é o momento certo”. A Coreia do Sul quer convocar uma nova cimeira com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, para desbloquear o “fiasco” do encontro de Hanói com o Presidente dos EUA.

Este é o momento certo para uma cimeira intercoreana. (...) A partir do momento em que a República Popular Democrática da Coreia se mostre pronta, espero que ambas Coreias se possam sentar. Não importa o local nem o formato para debater - em pormenor - a forma de alcançar progressos que consigam ir mais além do que as cimeiras anteriores entre o líder Kim e o presidente (dos Estados Unidos) Trump"

Palavras do chefe de Estado da Coreia do Sul, Moon Jae-in, numa reunião com conselheiros, de acordo com a transcrição publicada na página oficial da presidência sul-coreana, esta segunda-feira. O Presidente da Coreia do Sul pediu aos conselheiros da presidência para iniciarem os preparativos no sentido da realização de uma nova cimeira, o quarto encontro entre os líderes dos dois países desde 2018.

Moon referiu-se também ao encontro que manteve na semana passada com o chefe de Estado norte-americano em que Donald Trump se mostrou favorável a uma reunião entre Pyongyang e Seul, ao mais alto nível.

Moon indicou também que o presidente norte-americano se mostrou igualmente favorável a uma reunião tripartida no futuro e que reúna a Coreia do Norte, a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

Cimeira com Trump acabou abruptamente e sem acordo

A Cimeira de Hanói, entre Donald Trump e Kim Jong-un, ficou marcada pela falta de acordo sobre os dispositivos bélicos norte-coreanos que devem ser desmantelados para que seja desanuviado o volume de sanções dos Estados Unidos. O encontro, realizado no final de fevereiro, acabou abruptamente.

Washington defende que a Coreia do Norte deve neutralizar os mísseis e armas químicas e biológicas, além do armamento nuclear, antes de iniciar concessões.

Os norte-americanos consideraram insuficientes as ofertas de Pyongyang que pediu o levantamento de uma grande parte das sanções em troca do desmantelamento do centro de investigação nuclear de Yongbyon.

Desde o último encontro, Washington e Pyongyang mostram-se firmes nas respetivas posições apesar de terem manifestado vontade em manter em aberto o diálogo para diminuir progressivamente as diferenças, incluindo a possibilidade de realização de uma nova cimeira entre Donald Trump e Kim Jong-un.