A polícia da Malásia anunciou, neste domingo, que está à procura de mais quatro norte-coreanos, suspeitos da morte de Kim Jong-nam, meio-irmão de Kim Jong-un, que terá sido assassinado no aeroporto internacional de Kuala Lumpur.

A confirmarem-se mais quatro detenções subirá para oito o número de suspeitos da morte de Kim Chol, de 46 anos, uma das identidades usadas por Kim Jong-nam e que morreu na ambulância a caminho do hospital, depois de se ter sentido mal no aeroporto, onde ainda foi assistido.

A Coreia do Sul não tem dúvidas de que o regime de Pyongyang “está por trás” deste homicídio, uma vez que “cinco suspeitos são norte-coreanos”, disse um porta-voz do Governo de Seul.

O chefe da polícia malaia, Noor Rashid Ismail, disse, em conferência de imprensa, que “os quatro suspeitos detêm passaportes normais e não diplomáticos”.

Adiantou também que o norte-coreano já detido tinha deixado a Malásia na segunda-feira, no dia em que Kim Jong-nam morreu.

As autoridades acreditam que o meio-irmão de Kim Jong-un, que tentava viajar para Macau, onde tem família, foi envenenado com um spray antes de embarcar e não com agulhas, como foi inicialmente reportado pela imprensa.

Os outros suspeitos já detidos são, além do norte-coreano, um malaio e duas mulheres, uma da Indonésia e outra com passaporte do Vietname.

A cidadã indonésia, identificada como sendo Siti Aisyah, disse à polícia malaia que foi paga para aquilo que pensava ser algo para “os apanhados” da televisão.

Até ao momento Pyongyang não fez declarações públicas sobre o sucedido, mas a embaixada da Coreia do Norte na Malásia terá pedido às autoridades de Kuala Lumpur para entregarem o corpo do homem que morreu no aeroporto e que está sob vigilância na morgue do hospital da capital malaia.

 
Redação / CM