A Alemanha vai mesmo avançar para um confinamento parcial, na sequência do aumento exponencial de casos de covid-19. 

A medida foi confirmada esta quarta-feira pela chanceler Alemã, Angela Merkel, após reuniões com líderes regionais. 

Restaurantes, bares e teatros permanecerão encerrados durante quatro semanas, bem como toda a oferta cultural. Também todas as competições desportivas profissionais decorrerão sem púbico. No entanto, as escolas e o comércio mantêm-se abertos, “enquanto for possível”.

Segundo a agência Reuters, as medidas, que irão abranger todo o território, entram em vigor já a partir de 2 de novembro e serão revistas quinzenalmente.

Merkel sublinhou que deverão ser limitados ao mínimo os contactos sociais e as reuniões entre pessoas que não convivem, com o objetivo de “evitar uma emergência sanitária nacional” face ao avanço da pandemia do novo coronavírus.

Essas são medidas duras”, disse Merkel aos jornalistas.

A chanceler adiantou ainda que o número de pacientes em unidades de cuidados intensivos duplicou nos últimos dez dias e que o sistema de saúde atingirá a capacidade máxima, se a pandemia continuar a crescer a este ritmo ritmo, relatou a Reuters.

Merkel promete apoios às empresas

A chanceler alemã prometeu, esta quarta-feira, apoios económicos às empresas afetadas pelo novo confinamento parcial. As pequenas empresas poderão receber até 75% das receitas em apoios.

Vamos indeminizar as empresas afetadas, istituições e clubes", reiterou.

O número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus na Alemanha subiu esta quarta-feira para 449.275, tendo sido contagiadas mais 14.964 pessoas nas últimas 24 horas - o maior número até ao momento.

Segundo o Instituto Robert Koch, desde terça-feira foram registadas mais 85 vítimas mortais.

A Alemanha soma agora 10.098 óbitos por Covid-19, desde que o vírus atingiu o país.

 

 

Rafaela Laja