O governo alemão e os diferentes governos dos estados decidiram esta terça-feira prolongar o confinamento até ao dia 31 de janeiro, como forma de combater o aumento de casos de covid-19 no país. Adicionalmente, o executivo de Angela Merkel anunciou ainda um apertar de medidas.

As medidas que já estavam em prática, incluindo o fecho de escolas, mantêm-se até ao final do mês, mas a liberdade de circulação sofre agora um duro revés.

Nas áreas em que a situação esteja mais grave vai ser imposta uma proibição de deslocação, com as pessoas a só poderem afastar-se de casa até 15 quilómetros, salvo se tiverem razões válidas.

Temos de ter muito cuidado agora. Estamos numa nova e extraordinária situação", disse Angela Merkel.

Neste momento, quase 20% dos distritos alemães apresentam uma taxa de incidência de 200 casos por 100 mil habitantes nos últimos sete dias, sendo assim considerados de risco de transmissão alta por parte das autoridades de saúde. O governo alemão pretende fazer descer esse valor para 50 casos por 100 mil habitantes.

Os ajuntamentos serão também limitados, só sendo permitidas reuniões de duas pessoas que não sejam do mesmo agregado familiar.

As restantes medidas que já tinham sido decretadas, como o encerramento de todas as lojas e serviços não essenciais, o teletrabalho ou a proibição do consumo de bebidas alcoólicas na rua vão manter-se.

O governo alemão espera que esta prolongação do confinamento possa fazer descer as taxas de infeção, até porque, segundo o Deutsche Welle, o aumento dos casos está a tornar impossível fazer um rastreamento de casos eficaz.

A Alemanha registou mais 11.900 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, confirmando ainda 944 mortes no mesmo período.

António Guimarães