A Acrópole, em Atenas, e a Basílica de São Pedro, no Vaticano, foram alguns dos locais que reabriram esta segunda-feira após estarem encerrados devido à pandemia de Covid-19, numa nova fase de flexibilização do confinamento que ocorrem em vários países.

A Europa inicia uma nova fase do seu desconfinamento, no dia em que a Organização Mundial de Saúde se reúne para debater a pandemia, que já fez mais de de 313.500 mortos em todo o mundo.

A Basílica de São Pedro, na Cidade do Vaticano, abriu as suas portas ao público pela manhã, um símbolo do retorno à relativa normalidade em Itália, onde a flexibilização do confinamento entra em sua segunda fase.

Na presença de inúmeros polícias que usavam luvas e máscaras, um punhado de visitantes, seguindo as marcações no solo para respeitar uma distância mínima de 1,5 metros, entraram na basílica depois de medirem a temperatura e desinfetarem as mãos com álcool gel, segundo a AFP.

Sob a enorme cúpula da Basílica, os visitantes podiam ser contados pelos dedos de uma mão, alguns reunidos em oração de joelhos diante do túmulo do falecido Papa João Paulo II.

Esta segunda-feira comemora-se o centenário do nascimento do antigo Sumo Pontífice, e o Papa Francisco deu uma missa especial em homenagem ao polaco.

Em Itália (31.908 mortos, mais de 225 mil casos), a partir desta segunda-feira é permitido abrir quase todas as lojas, praias, restaurantes, cafés, esplanadas, hotéis, cabeleireiros e centros de beleza e livre circulação na região, sem limitações.

O governo italiano chegou no fim de semana a acordo com as regiões para reabrir quase completamente as atividades comerciais no país e, agora, serão os presidentes regionais que decidirão e serão responsáveis pelas reaberturas.

Ginásios, centros desportivos e piscinas serão abertos a partir de 25 de maio e teatros e cinemas a partir de 15 de junho.

Até 2 de junho de 2020, é proibido viajar com meios de transporte públicos e privados em uma região diferente da qual a pessoa reside, bem como ao estrangeiro, exceto por necessidades comprovadas de trabalho, de absoluta urgência ou por razões de saúde.

No momento, algumas regiões como Lombardia, Piemonte e Campânia atrasaram a abertura de restaurantes para permitir que os proprietários ajustem-se às medidas necessárias.

/ AG