O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, teve alta do hospital, este domingo, precisamente uma semana depois de ter sido internado.

A informação foi confirmada num comunicado emitido pelo n.º 10 de Downing Street.

De acordo com o conselho da equipa médica que o acompanha, o primeiro-ministro não irá regressar ao trabalho de imediato. Ele quer agradecer a toda a equipa do St. Thomas' Hospital pelo excelente cuidado que recebeu", diz o comunicado. 

Boris Johnson estava internado desde 5 de abril, inicialmente “por precaução” para fazer testes devido a sintomas persistentes da doença.

Um agravamento do estado de saúde levou à passagem para uma unidade de cuidados intensivos na segunda-feira, onde passou três noites, encontrando-se desde quinta-feira numa enfermaria normal.

A conselho da sua equipa médica, o primeiro-ministro não vai regressar imediatamente ao trabalho”, disse hoje um porta-voz, acrescentando que Boris Johnson agradece "a todos em St Thomas 'pelo excelente tratamento que recebeu".

Num depoimento tornado público no sábado à noite, Boris Johnson, tinha já declarou a propósito dos profissionais de saúde que o trataram: "Não posso agradecer-lhes o suficiente. Devo-lhes a minha vida".

Boris Johnson, de 55 anos, foi o primeiro líder mundial a ser diagnosticado com a doença, a 26 de março, inicialmente com sintomas ligeiros de tosse e febre, o que o levou a continuar a trabalhar durante o período de isolamento. 

Chegou a receber oxigénio, mas, segundo os seus assessores, não necessitou de apoio respiratório por ventilador. 

A ministra do Interior, Priti Patel, disse no sábado que “é vital que o primeiro-ministro fique bom” e que "ele precisa de tempo e espaço para descansar, restabelecer-se e recuperar".

Quando foi internado nos cuidados intensivos, o primeiro-ministro designou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab, enquanto ministro de Estado, para o substituir na chefia do governo enquanto estivesse ausente.

Manuela Micael