Os governos e autoridades de saúde da Dinamarca e da República Checa garantem que aliviar as medidas de contenção da Covid-19 em ambos os países não levou a um aumento no número de novas infeções por coronavírus.

A norte, na Dinamarca, as creches e as escolas começaram a abrir há duas semanas, seguidas por cabeleireiros e outras pequenas empresas no dia 20 de abril.

Não há sinais de que a reabertura parcial da economia tenha causado um aumento do número de novas infeções. Pelo menos, não há indicação de que estamos a entrar numa segunda onda do surto", garantiu Christian Wejse, cientista do departamento de doenças infecciosas da Universidade Aarhus. 

Já o ministro da Saúde da República Checa revelou que o número diário de novos casos no país está abaixo dos 100 há oito dias consecutivos, dando conta, também, que a reabertura de lojas e serviços não conduziu ao surgimento de novas infeções.

Até agora, não vemos uma tendência negativa resultante do desconfinamento. Vamos prosseguir com cautela, gradualmente, e acredito que estamos no bom caminho", comentou, otimista, o ministro checo Adam Vojtech.

Por esta altura, grande parte dos países da Europa preparam-se para aliviar as medidas de contenção da Covid-19, incluindo Portugal. Ainda assim, a Organização Mundial da Saúde continua a destacar a importância da cautela extrema na hora de reanimar as economias, sob pena de os países mergulharem em segundas vagas da doença, ainda mais catastróficas do que as primeiras: "Como eu disse antes, o vírus é implacável. Temos de continuar vigilantes, ser pacientes, e estar prontos para intensificar as medidas novamente, e quando necessário", alertou Hans Kluge, diretor regional da OMS na Europa.

Em território nacional, o desconfinamento tem início na próxima segunda-feira, dia 4 de maio, e vai acontecer por fases, com novos setores da economia a reabrirem a cada 15 dias, até 1 de junho. Porém, o levantamento de restrições vai sempre depender do desenvolvimento da situação epidemiológica em Portugal.

Emanuel Monteiro