O número de pedidos de subsídio de desemprego no Reino Unido disparou 69% em abril relativamente ao mês anterior para perto de 2,1 milhões, resultado do impacto da pandemia de Covid-19 no mercado de trabalho, foi anunciado esta terça-feira. 

O instituto de estatísticas britânico ONS registou 856 mil novas candidaturas só num mês, totalizando 2,1 milhões em abril, o valor mais alto desde 1996.

Um dos analistas do ONS, Jonathan Athow, disse que os números cobriram apenas as primeiras semanas do confinamento, decretado em 23 de março pelo Governo, e que resultou na interrupção da atividade de numerosas empresas.

Athow acrescentou que o sistema de lay-off criado pelo governo manteve muitas pessoas empregadas, mas “as horas de trabalho caíram acentuadamente no final de março, especialmente em setores como o da hotelaria e restauração e o da construção".

Estes números são provisórios e ainda não afetaram a taxa de desemprego do primeiro trimestre do ano, que ficou quase inalterada, em 3,9%.

Acho que devemos estar preparados para que a taxa de desemprego aumente significativamente", disse a ministra do Trabalho e Pensões, Thérèse Coffey, em declarações à BBC Radio 4.

Uma análise do impacto do confinamento no Reino Unido feita pelo Gabinete de Responsabilidade Orçamental (OBR), responsável por fiscalizar as contas públicas, estimou uma quebra de 13% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 e um aumento da taxa de desemprego para 10% no segundo trimestre de 2020, prevendo uma redução gradual para menos de 6% até o final de 2021.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB britânico contraiu 2%, com destaque para os setores da construção e serviços. 

De acordo com o balanço oficial de segunda-feira, o Reino Unido registou durante a pandemia 246.406 pessoas infetadas, das quais 34.796 morreram, o segundo maior número de óbitos a nível mundial, atrás dos EUA. 

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 316.000 mortos e infetou mais de 4,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,7 milhões de doentes foram considerados curados.

/ AG