Espanha registou mais 812 mortos por Covid-19 nas últimas 24 horas. De acordo com o balanço feito esta segunda-feira, o país totaliza agora 7.340 mortes e 85.195 casos de infeção.

O aumento de vítimas mortais é ligeiramente inferior ao que foi registado no balanço anterior. No domingo, as autoridades de saúde anunciaram mais 838 mortos.

Os números do Ministério da Saúde espanhol revelam ainda um aumento de 6.398 no número de infetados, menos do que os 6.549 novos casos anunciados no domingo.

Desde o início da pandemia, 16.780 doentes já tiveram alta e são considerados como curados.

Esta segunda-feira soube-se que o coordenador dos Alertas e das Emergências Sanitárias (entidade equivalente à Direção-geral da Saúde portuguesa), Fernando Simón, acusou positivo num primeiro teste à Covid-19, aguardando o resultado de um segundo teste que confirme a infeção.

Espanha é o segundo país do mundo mais afetado pelo novo coronavírus, logo a seguir a Itália.

Esta segunda-feira entram em vigor medidas mais duras decretadas pelo governo espanhol: a partir de agora, só os funcionários de serviços essenciais podem ir trabalhar.

A ministra do Trabalho espanhola, Yolanda Díaz, afirmou ao canal Antena-3 que estas são medidas "muito duras", mas que não há outra ferramenta para baixar a curva de contágio a não ser o confinamento.

O único objetivo das medidas é baixar a curva de contágios. São muito duras. Sejamos responsáveis: não saiamos de casa. Não há outra ferramenta a não ser estarmos confirnados. Estamos a ouvir todos os atores políticos."

O executivo liderado por Pedro Sánchez decretou ainda que, durante o período de estado de emergência, os preços dos serviços funerários não podem ser superiores aos que estavam estabelecidos antes do dia 14 de março.

Mais de 12.000 profissionais de saúde infetados

O número de profissionais de saúde infetados subiu para 12.298, estado a grande maioria, entre 85% e 90%, a ter "muito boa evolução" e a recuperar da doença em casa, revelaram hoje fontes oficiais.

Isto foi assegurado hoje em Madrid por María José Sierra, responsável do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias de Espanha, na habitual conferência de imprensa em que foi feito o balanço diário da evolução da situação do novo coronavírus no país.

A especialista do Ministério da Saúde também foi questionada sobre a preocupação de algumas pessoas que andam na rua com máscaras por medo de contágio e fez questão de esclarecer que não se apanha o coronavírus apenas por andar a passear.

"Se alguém anda pela rua, não está em risco com o ar que respira", disse ela, acrescentando que o problema está no caso de contacto com alguém que tem a doença.

A médica explicou ainda que as máscaras cirúrgicas desempenham um papel muito importante para as pessoas que começam a apresentar sintomas e podem estar a expulsar o vírus, sendo importantes para proteger os profissionais e para evitar que o vírus seja transmitido a outros.

Há outro tipo de máscaras que são por vezes usadas nos hospitais, quando há contacto, em certas práticas, com os pacientes, chamadas FPP2 e 3, que protegem os profissionais de serem infetados.

Desta forma, a máscara cirúrgica pode ter uma missão dupla, enquanto há outras, com maior capacidade para filtrar, usadas por profissionais de saúde que são confrontados com certas atividades dentro do hospital.

Sofia Santana / atualizada às 10:56