A Espanha registou esta quinta-feira 44.357 novos casos de covid-19, um novo recorde de contágios em 24 horas, elevando para 2.456.675 o total de infetados até agora no país, segundo números divulgados pelo Ministério da Saúde espanhol.

As autoridades sanitárias também contabilizaram mais 404 (menos 60 do que na terça-feira) atribuídas à covid-19, passando o total de óbitos para 55.041.

O nível de incidência acumulada (pessoas contagiadas) em Espanha continua a aumentar, passando de quarta para quinta-feira de 736 para 796 casos diagnosticados por 100.000 habitantes nos 14 dias anteriores.

As regiões com os níveis mais elevados são as da Extremadura (1.468), Múrcia (1.287), Comunidade Valenciana (1.166), Castela e Leão (1.142), Castela-Mancha (1.141) e La Rioja (1.135).

Nas últimas 24 horas, deram entrada nos hospitais 3.745 pessoas com a doença, das quais 682 em Madrid, 651 na Comunidade Valenciana, 568 na Andaluzia e 495 na Catalunha.

Em todo o país há 26.542 pessoas hospitalizadas com a covid-19, o que corresponde a 21% das camas, das quais 3.734 pacientes em unidades de cuidados intensivos, 36% das camas desse serviço.

O governo central espanhol tem estado a ser pressionado por muitas comunidades autónomas que exigem que tomem medidas, a nível nacional, mais duras contra a pandemia, face ao número crescente de doentes que têm entrado nos hospitais nos últimos dias.

Mais de metade das 17 regiões, incluindo algumas da esquerda, como o governo central, solicitaram sem sucesso na quarta-feira autorização para antecipar o recolher obrigatório.

A saúde é um setor descentralizado em Espanha, mas as autoridades regionais não podem atrasar para antes das 22:00 a hora o início do recolher obrigatório definida no decreto do estado de emergência que foi aprovado pelas autoridades centrais.

"Milhares de pessoas adoecem todos os dias, milhares vão morrer", disse o vice-presidente da região de Castela e Leão, Francisco Igea, descrevendo a decisão do governo como "injusta" e "autoritária".

Várias regiões, incluindo a Andaluzia (no sul do país e que faz fronteira com o Alentejo e o Algarve), a comunidade mais populosa de Espanha que tem quase a mesma dimensão de Portugal, também reivindicam o direito de forçar a população a um novo confinamento rigoroso (em casa).

Mas aqui, mais uma vez, o Governo chefiado por Pedro Sánchez recusa-se a fazê-lo e afirma que as medidas permitidas pelo estado de emergência são suficientes para inverter a curva de contágio.

/ AG