Chama-se Ashley Lawrence e teve uma ideia diferenciadora. Depois de ter essa ideia, Ashley, decidiu organizar uma campanha. Tudo por causa da pandemia mundial.

As preocupações em relação à maior crise de saúde pública dos últimos 100 anos são globais, porque o vírus está espalhado por todo o mundo.

Nos Estados Unidos da América, uma das maiores potências mundiais, a luta contra a Covid-19 começou atrasada, descoordenada e os resultados estão à vista. O presidente norte americano desvalorizou o que estava a acontecer em outros países, o que eles já estavam a passar, enfrentando agora dificuldades extremas, no seu próprio país, no combate à pandemia. Os EUA registam 25% de casos positivos, em todo o mundo.

Os profissionais de saúde norte americanos procuram equipamentos especiais de proteção, com a urgência que o momento determina. Tal como na Europa, também nos EUA há falta de equipamento de proteção.

Milhares de voluntários começaram a produzir máscaras reutilizáveis, tal e qual em muitas partes do mundo e, como em muitas partes do mundo, há um grupo-chave que, mesmo tendo acesso às máscaras, vê a sua vida dificultada: as pessoas surdas e com deficiência auditiva.

Ashley Lawrence estuda Educação para Surdos e Deficientes Auditivos, na Universidade de Versailles, no Estado do Illinois. Ainda não viu tinha visto máscaras para pessoas surdas e com deficiência auditiva, por isso, decidiu ser ela a criá-las e lançou a tal campanha .

Facilmente chegou à conclusão que aqueles que confiam na leitura labial para comunicar geralmente ficam isolados de sua fonte de comunicação, quando médicos e enfermeiros usam máscaras cirúrgicas ou outros agentes envolvidos neste combate à escala global com quem tenham que contactar.

A solução pareceu-lhe clara: “fazer máscaras cirúrgicas, adaptadas, por isso, modifiquei o padrão da máscara de tecido para ser adequado para aqueles que leem os lábios ou que confiam nas expressões faciais usadas na comunicação, para que consigam entender o significado e a intenção do seu interlocutor”, explicou Ashley Lawrence.

A estudante norte-americana começou a fazer e a distribuir as máscaras a quem precisa, estando infetados ou não, a partir de casa, com a preciosa ajuda da mãe, o seu braço direito e esquerdo, neste projecto de ajuda aos outros, nestes dias inacreditáveis.

 

Embora a questão do uso de máscaras ainda não esteja totalmente clarificada, Ashley Lawrence garante que, desta forma, se alguém precisar dessas máscaras adaptadas, por exemplo, o pessoal de saúde, as pessoas surdas e com deficiência auditiva podem comunicar e entender o que lhes é dito de uma forma mais fácil.

As máscaras são distribuídas gratuitamente, sendo a produção assumida por Ashley e pela mãe, facto que a levou a criar um crowdfunding, o GoFundMe , como maneira de ajudar nos custos dos materiais e nas entregas.

O dinheiro angariado, que não seja usado exclusivamente nas máscaras transparentes, no final da crise, será doado para a Hands & Voices.

A estudante norte americana explica que “é uma organização sem fins lucrativos, dirigida por pais, dedicada a apoiar famílias de crianças surdas ou com deficiência auditiva”.

As máscaras de Ashley quase fazem magia, porque até permitem que se vejam os sorrisos.

José Gabriel Quaresma