Os EUA já contabilizam mais de 10.000 mortos devido à pandemia de Covid-19. São o terceiro país com mais mortes, 10.335 no total, depois de Itália, com 16.523, e Espanha, com 13.055.

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pela Universidade John Hopkins, o número de casos de infeção subiu para 347.003.

Esta segunda-feira, o governador de Nova Iorque, a cidade que é considerada o epicentro da pandemia no país, prolongou as medidas de confinamento até dia 29 de abril, que impõem o encerramento das escolas e de todas as atividades não essenciais.

"Se a curva infletir" e a "taxa de infeção baixar", "é porque o distanciamento social funciona", disse Andrew Cuomo na conferência de imprensa diária sobre a pandemia.

Mas é necessário continuar [com o distanciamento social], pelo que as atividades não essenciais ficarão encerradas até 29 de abril", acrescentou Cuomo, advertindo que "não pode haver um relaxamento".

"Independentemente de termos atingido o pico ou não, devemos continuar a fazer a mesma coisa", afirmou Cuomo para justificar o prolongamento do confinamento, num momento em que muitos pretendem relançar a atividade económica.

Entretanto, um eleito local na região do norte de Manhattan, Mark Levine, evocou esta segunda-feira a ideia de que, face ao elevado número de mortes provocada pela Covid-19 em Nova Iorque, poderia ser criado um parque municipal para enterrar temporariamente as vítimas mortais.

No Twitter, Mark Levine argumentou que os meios humanos e materiais nas morgues são insuficientes.

Poderia utilizar-se provavelmente um parque municipal para os enterros. Poderão ser abertas valas, em forma de túnel, em fileiras com capacidade para 10 urnas", defendeu.

A ideia de Mark Levine foi rápida e fortemente contestada nas redes sociais e pelos meios de comunicação social nova-iorquinos, embora o presidente da Câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio, já tenha aventado a possibilidade de enterros temporários, argumentando que tal aconteceria "até ao fim da crise".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

Dos casos de infeção, mais de 240 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Sofia Santana