A seguradora Fidelidade Macau foi a escolhida pelo Governo de Macau para cobrir eventuais problemas derivados da vacina contra a covid-19, uma escolha que requer “sentido de responsabilidade e compromisso”, disse hoje a empresa.

O seguro da empresa com capital português engloba “todas as pessoas que recebam vacinas contra a covid-19 no âmbito do programa de vacinação dos Serviços de Saúde”, lembrou, em comunicado, a Fidelidade.

O valor máximo segurado para cada pessoa com menos de 70 anos é de um milhão de patacas (103 mil euros) “ao passo que o montante segurado para pessoas com 70 ou mais anos é reduzido em 50%”, indicou.

Esta oportunidade de fornecer esta cobertura à população de Macau enche-nos de honra, mas também de um maior sentido de responsabilidade e compromisso para com todos os cidadãos nestes tempos de mudança. É este o espírito que sempre guia a Fidelidade”, afirmou o diretor executivo da Fidelidade Macau, na mesma nota.

A Fosun detém a maioria do capital da Fidelidade (cerca de 85%), sendo os restantes 15% da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Na terça-feira, Macau iniciou a vacinação contra a covid-19 com as principais figuras da administração a darem o exemplo numa mensagem clara: a vacina é segura e todos a devem tomar para criar uma barreira imunitária.

Na cerimónia pública encontravam-se, entre outros, o chefe do Executivo, Ho Iat Seng, os secretários para a Economia e Finanças, Assuntos Sociais e Cultura, Segurança e Transporte e Obras Públicas, o diretor-geral dos Serviços de Alfândega, o comissário contra a Corrupção, o procurador do Ministério Público, o comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários e o diretor dos Serviços de Saúde.

As autoridades indicaram que, até às 21:00 (13:00 em Lisboa) de terça feira, 595 foram vacinadas e "4.033 pessoas agendaram a vacinação". O território tem capacidade para administrar até cinco mil vacinas por dia, em 13 postos de vacinação, adiantaram.

O primeiro dia arrancou com a vacinação dos grupos prioritários, como os funcionários da linha da frente (profissionais da área da saúde, bombeiros e polícias) e de profissionais com alto risco de exposição ocupacional (aviação e transportes públicos, trabalhadores da cadeia de frio e os que lidam com alimentos frescos, bem como professores e alguns funcionários dos casinos.

As inscrições para os restantes residentes começaram na terça-feira e o processo de vacinação, gratuito e voluntário, vai arrancar no próximo dia 22.

No sábado, o primeiro lote de 100 mil vacinas da farmacêutica estatal chinesa Sinopharm chegou a Macau, que vai receber, ao todo, cerca de 1,3 milhões de doses, de três marcas distintas.

/ MJC