A situação sanitária continua a degradar-se em França, que registou, nas últimas 24 horas, 41.622 novos casos de covid-19, mais cerca de 15.000 do que na véspera, um novo recorde, segundo os dados oficiais divulgados nesta quinta-feira, em Paris.

Segundo a agência de saúde pública francesa, foram, ainda, contabilizadas mais 165 mortes.

No total, o número acumulado de casos desde o início da pandemia está muito perto do milhão, com 999.043, enquanto o de mortes ascende a 34.210.

A taxa de positividade está agora nos 14,3% dos testes de diagnóstico, seis décimas acima da registada quarta-feira.

Existem, também, 1.955 focos de contágio ativos, mais 201 do que no dia anterior.

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, admitiu hoje que a situação é grave e que o agravamento da pandemia vai obrigar ao prolongamento do recolher obrigatório, passando a afetar um total de 46 milhões de franceses.

“A situação é grave”, disse o chefe do governo francês ao anunciar, em conferência de imprensa, a extensão do recolher obrigatório, que vigora entre as 21:00 e as 06:00.

Jean Castex evocou uma progressão “rápida e muito preocupante da pandemia” no país, que se traduziu num aumento numa semana de 40% da taxa de incidência (casos confirmados por 100.000 habitantes) para os atuais 251.

“A circulação do vírus atinge um nível extremamente elevado”, frisou o primeiro-ministro, advertindo que “o número de mortos” vai “continuar a aumentar”.

“Os nossos serviços hospitalares vão estar sujeitos a um duro teste”, disse, frisando que “os novos casos de hoje são os hospitalizados de amanhã e, infelizmente, talvez os mortos de depois de amanhã”.

França conta com 101 departamentos, 54 dos quais passam a estar sujeitos à medida, assim como o território ultramarino francês da Polinésia, “por seis semanas”.

Em cidades como Paris, o recolher obrigatório está já em vigor desde 17 de outubro.

A medida entra em vigor à meia-noite de sexta-feira e, como durante o confinamento, prevê exceções para quem tenha de sair de casa para trabalhar ou procurar assistência médica.

O desrespeito da medida implica o pagamento de multa de 135 euros, que pode ser agravada até aos 1.500 euros.

/ RL