O início do ano escolar na Grécia foi adiado em uma semana, para 14 de setembro, "com medidas de higiene rigorosas", anunciou esta terça-feira a ministra grega da Educação, Niki Kerameus, numa conferência de imprensa.

Todas as turmas de todo o país vão voltar às aulas no dia 14 de setembro, um tempo que é necessário já que nem todas as pessoas voltaram ainda das férias”, afirmou a ministra.

O início do ano letivo estava inicialmente previsto para 7 de setembro.

O governo grego pediu aos pais dos estudantes que voltassem das férias de verão mais cedo para permitir que os alunos ficassem pelo menos dez dias em casa antes do início do ano letivo.

No entanto, de acordo com o porta-voz do governo, Stelios Petsas, "cerca de 85% dos atenienses voltaram das férias", o que não permite manter o retorno em 7 de setembro.

As máscaras serão obrigatórias para alunos e professores em todas as classes e "distribuídas gratuitamente a todas as escolas públicas e privadas", disse Niki Kerameus.

Cerca de cinco milhões de máscaras de tecido serão distribuídas a alunos e professores.

Para evitar a propagação do vírus, todos os alunos do país também receberão uma “garrafa de água”.

Também serão colocados recipientes de álcool em gel em todos os estabelecimentos, que serão desinfetados regularmente.

As viagens escolares e seminários estão, no momento, cancelados e os intervalos escolares serão organizados de forma escalonada para que as turmas não estejam todas ao mesmo tempo no pátio.

O horário das creches e escolas primárias será estendido para evitar que os avós cuidem das crianças à tarde, como é a tradição grega.

Testes aleatórios de covid-19 também podem ser realizados em determinados estabelecimentos, também especificou a ministra da Educação.

A pandemia do coronavírus que provoca a covid-19 já provocou pelo menos 851.071 mortos e infetou mais de 25,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.822 pessoas das 58.012 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

/ AG