Israel deu vacinas contra a covid-19 ao governo da Síria como parte de uma troca de prisioneiros que foi mediada pela Rússia. A troca foi efetuada esta semana, segundo fontes citadas pelo jornal The Guardian.

Embora não tenha sido revelado o número de vacinas dadas, ou qual a proveniência das mesmas, um jornalista israelita escreveu no Twitter que o país pagou cerca de um milhão de euros à Rússia por vacinas Sputnik V, o que faria parte do acordo.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou na sexta-feira que uma jovem israleita que tinha passado a fronteira para a Síria estava a voltar ao país. Em troca, o governo israelita libertou dois pastores sírios. Agora sabe-se que esta troca poderá ter envolvido também algumas vacinas. Contudo, não se sabe ao certo o que levou a jovem a cruzar a fronteira.

Sabe-se que a mulher fala árabe e que tentou entrar na Faixa de Gaza por três vezes no último mês.

Ainda na Síria, terá sido interrogada, com as autoridades a concluírem que não era nenhum espia. Procederam-se depois contactos para devolver a jovem a Israel, com todo o processo a ser mediado pela Rússia.

Com efeito, a jovem chegou a Tel Aviv, capital israelita, chegada de Moscovo num jato privado.

Segundo o jornal The Times of Israel, os serviços militares israelitas barraram o acesso da imprensa a certas informações, depois de os meios de comunicação terem confirmado que havia uma cláusula adicional por detrás da troca de prisioneiros.

Em reação, o regime de Bashar al-Assad negou a notícia, afirmando que a mesma é uma tentativa de representar Israel como um país humanitário.

Israel é o país que leva a vacinação mais adiantada em todo o mundo. Com pouco menos de 10 milhões de habitantes, já conseguiu vacinar quase metade da população.

António Guimarães