O governo de Macau anunciou, nesta terça-feira, um novo caso importado de infeção pelo novo coronavírus, o terceiro em pouco menos de 48 horas, depois de 40 dias sem qualquer pessoa infetada.

A doente é uma mulher de 20 anos, residente de Macau, estudante no Reino Unido. Saiu recentemente de Londres (Inglaterra) via Kuala Lumpur (Malásia) com destino a Hong Kong, onde chegou na noite do dia 16 de março”, anunciaram as autoridades em comunicado. 

A informação foi divulgada no dia em que entrou em vigor a quarentena quase total a todos aqueles que entrassem no território e no dia em que as autoridades anunciaram que a partir das 00:00 de quarta-feira, só vai permitir a entrada dos residentes de Macau, da China continental, Hong Kong e Taiwan e dos trabalhadores não residentes de Macau.

No posto fronteiriço do aeroporto, o pessoal dos Serviços de Saúde detetou febre na estudante, razão pela qual foi transportada de ambulância para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para a realização de exames, que confirmaram hoje a infeção.

“O estado de saúde da doente é considerado normal, estando atualmente internada na enfermaria de isolamento do Centro Hospitalar Conde de São Januário”, detalharam as autoridades.

Os Serviços de Saúde estão a investigar o seu percurso e pessoas em contacto próximo, os detalhes serão divulgados mais tarde”, acrescentaram.

Este é o 13.º caso confirmado em Macau. 

Depois de 40 dias sem novos casos de Covid-19, Macau registou entre segunda-feira e hoje três novos casos importados, um de Portugal e outro de Espanha, e agora do Reino Unido. 

Antes destas três confirmações, Macau registava dez casos de infeção com o vírus da Covid-19, tendo todos já recebido alta hospitalar. Agora, são 13 o número de pessoas em Macau infetadas desde que o surto começou.

Mais de 7.000 pessoas morreram devido a 175.530 casos de contaminação identificados em 145 países e territórios, desde o princípio da pandemia, em dezembro passado.

O surto começou na China e espalhou-se por mais de 140 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

/ CM