A Comunidade Autónoma de Madrid solicitou, esta quarta-feira, ao governo de Espanha, a intervenção "urgente" do exército na região, para ajudar na estratégia de contenção da covid-19, implementada em 37 áreas da capital espanhola.

De acordo Ignacio Aguado, porta-voz da comunidade de Madrid, que é competente em assuntos sanitários, os militares darão apoio logístico na instalação de tendas, realização de testes e trabalho de desinfeção em cada uma das zonas com restrições em vigor.

Também foi solicitado pelas autoridades madrilenas o destacamento de 222 agentes da Policía Nacional e da Guardia Civil nas 37 zonas, para levar a cabo tarefas de inspeção do cumprimento de quarentenas e sanções para a violação das mesmas.

Ignacio Aguado anunciou ainda, em conferência de imprensa, uma reforma do regulamento atual para incorporar imediatamente 300 médicos não comunitários, que trabalharam durante a primeira vaga em Madrid "e que agora, devido às atuais restrições do estado, não podemos contratar”.

 A área metropolitana de Madrid é, desde o início de setembro, assim como foi na primavera, o epicentro da pandemia em Espanha, um dos países europeus mais duramente atingidos pela covid-19.

Quase um milhão de pessoas na capital espanhola e arredores estão sujeitas a restrições rigorosas dos seus movimentos durante duas semanas desde a manhã de segunda-feira.

As mais de 850.000 pessoas atingidas (de um total de 6,6 milhões de habitantes na região) estão proibidas de sair da sua zona de residência, exceto por razões muito específicas: para ir trabalhar ou estudar, para visitar um médico, para responder a convocação jurídica ou para cuidar de pessoas dependentes.

No entanto, essas pessoas estão autorizadas a deslocar-se dentro do seu bairro e não são obrigadas a ficar em casa.

As zonas afetadas pelas restrições registaram mais de 1.000 novos casos de covid-19 por 100.000 habitantes nas últimas duas semanas, uma incidência cinco vezes superior à de Espanha no seu conjunto, que já é a mais elevada da UE.

Rafaela Laja