A Organização Mundial da Saúde (OMS) avisou esta sexta-feira que mais de 100 mil pessoas morrem semanalmente de covid-19 no mundo, alertando para uma "crise crónica de vacinas" no dia em que aprovou o uso de uma sexta vacina.

O aviso foi deixado pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na habitual videoconferência de imprensa sobre a pandemia da covid-19, transmitida da sede da organização, em Genebra, na Suíça.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, as vacinas, apesar de serem "uma ferramenta vital", não são a única arma contra a covid-19 e continuam a ser escassas.

Sem a aplicação sustentada de medidas de saúde pública não podemos colocar fim à pandemia", frisou.

A OMS aprovou o uso de emergência da vacina produzida pelo laboratório chinês Sinopharm, a primeira chinesa e a sexta do conjunto de vacinas homologadas pela organização, o que, de acordo com Tedros Adhanom Ghebreyesus, permite "expandir a lista de vacinas" que o mecanismo de distribuição equitativa e universal Covax, codirigido pela OMS, "pode comprar".

O dirigente da OMS assinalou que a aprovação dada pela organização "dá confiança" aos países para "importarem e administrarem" esta vacina, recomendada a adultos e em duas doses.

Tedros Adhanom Ghebreyesus voltou a defender a partilha de tecnologia e o levantamento temporário de patentes, pedindo aos países para que "sigam o exemplo" dos Estados Unidos, que fizeram "uma declaração de apoio à equidade vacinal".

Na quarta-feira, os Estados Unidos anunciaram o seu apoio ao levantamento de patentes das vacinas contra a covid-19, para acelerar a sua produção e distribuição, tendo a União Europeia revelado um dia depois que estava disponível para discutir tal proposta.

Em entrevista, o primeiro-ministro, António Costa, considerou que os problemas de fundo no acesso às vacinas contra a covid-19, mais do que no levantamento de patentes, estão na capacidade de produção e na regulação do mercado do medicamento a nível mundial.

A pandemia da covid-19 provocou, pelo menos, 3.258.595 mortos no mundo, resultantes de mais de 155,9 milhões de casos de infeção, de acordo com um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.989 pessoas dos 838.852 casos de infeção confirmados, segundo o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

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